segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

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terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Debora, sua Víbora

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Procuro há anos uma música com o meu nome.

Achei um forró arretado uma vez, mas acho que esta aqui é perfeita:

Débora, és uma víbora

Sai da minha aba, vagaba

Para com esse mantra, pilantra

Chega de caô, ô , ô

Tu não me engana, mana

Sei que fui um trouxa, poxa

Mas agora chega, nêga

Cínica, fui bater na clínica

Fiquei no osso, moço

Melhor que te afaste, traste

Nem vem que não tem, neném

Sei que fui babaca paca

Vou picar a mula, chula

Cansei de ser besta, basta

Eu vou me mandar

Peguei meu jaleco

Nesse teu xaveco eu não caio mais

Eu vou me mandar, eu vou pra Cancun

Teu 171 não me pega mais

Débora, víbora, diz que sou um crápula, Drácula

Que bebi teu sangue como Tang

Pústula, fístula, isto lá é coisa que se diga a alguém, hein?

Como eu, teu pra sempre

Em tempo, detesto Zeca Baleiro. E Cordel do Fogo Encantado. E Teatro Mágico. E Móveis Coloniais de Acajú. E Maracatu. E qualquer ritmo que se possa dançar de saia cigana fazendo malabares. Mas que eu gamei nesse som, gamei, porque a música, além da letra incrível, possui um suingue delicioso. Nas palavras do próprio: " 'Debora' é canção de desfeita, feita a partir da inspiradora sonoridade do nome bíblico de mulher, ao modo de um reggae egípcio".

Profundo, não?

Como nada é perfeito, a Debora dele tem acento, e eu não tenho. Licença poética de mamãe e papai.

E você, tem uma música com o seu nome?