Procuro há anos uma música com o meu nome.
Achei um forró arretado uma vez, mas acho que esta aqui é perfeita:
Débora, és uma víbora
Sai da minha aba, vagaba
Para com esse mantra, pilantra
Chega de caô, ô , ô
Tu não me engana, mana
Sei que fui um trouxa, poxa
Mas agora chega, nêga
Cínica, fui bater na clínica
Fiquei no osso, moço
Melhor que te afaste, traste
Nem vem que não tem, neném
Sei que fui babaca paca
Vou picar a mula, chula
Cansei de ser besta, basta
Eu vou me mandar
Peguei meu jaleco
Nesse teu xaveco eu não caio mais
Eu vou me mandar, eu vou pra Cancun
Teu 171 não me pega mais
Débora, víbora, diz que sou um crápula, Drácula
Que bebi teu sangue como Tang
Pústula, fístula, isto lá é coisa que se diga a alguém, hein?
Como eu, teu pra sempre
Em tempo, detesto Zeca Baleiro. E Cordel do Fogo Encantado. E Teatro Mágico. E Móveis Coloniais de Acajú. E Maracatu. E qualquer ritmo que se possa dançar de saia cigana fazendo malabares. Mas que eu gamei nesse som, gamei, porque a música, além da letra incrível, possui um suingue delicioso. Nas palavras do próprio: " 'Debora' é canção de desfeita, feita a partir da inspiradora sonoridade do nome bíblico de mulher, ao modo de um reggae egípcio".
Profundo, não?
Como nada é perfeito, a Debora dele tem acento, e eu não tenho. Licença poética de mamãe e papai.
E você, tem uma música com o seu nome?

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